segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

FILHA DO MAL (William Brent Bell/2012)


Bell prova entender noções básicas de como amedrontar o público: o valor do impacto de imagens chocantes (corpos distorcidos, mutilações), o aproveitamento espacial dos cenários (propiciando tensão entre primeiro e segundo planos), o potencial de inquietação do silêncio (seja como preâmbulo para um susto ou para alongar o suspense).

O domínio desses elementos, aliado ao emprego eficiente do estilo narrativo found footage/pseudo-documental, poderia justificar uma recomendação entusiástica para aficionados do gênero não fossem os diálogos repetitivos canhestros, atores ruins (os olhos de Fernanda Andrade nada exprimem; Evan Helmuth parece estar numa farsa cômica), rombos de lógica comportamental (tirar uma moça possuída do hospital, colocá-la num carro e dirigir mesmo sendo atacado por ela?) e um desfecho anticlimático incompreensível (por que o demônio faria aquilo com o hospedeiro?). [Info] ★★★

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