sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ZONA VERDE (Paul Greengrass/2010)


O imbróglio pseudo-documental da ação remete a Falcão Negro em Perigo. O diferencial reside na crítica aos interesses do governo americano na última invasão do Iraque. Greengrass não é um “maestro da sinfonia do caos”, ao contrário de Ridley Scott, mas o texto de Brian Helgeland compensa o conhecido estilo desorientador praticado pelo cineasta, reconhecendo a situação do povo estrangeiro ludibriado por mentiras irresponsáveis, para quem a democracia do Tio Sam equivale a um presente de grego, forçado goela abaixo.

Nesse jogo, perdem os cidadãos (presos em meio a um fogo cruzado ininteligível), os soldados (manipulados), a governabilidade do país e a confiabilidade na política externa dos EUA. Fora a fotografia noturna de Barry Ackroyd e o poderio sônico da trilha sonora, o fator especial de Zoan Verde consiste no desacanhamento em deixar clara sua tomada de posição. [Info] ★★★

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