quarta-feira, 12 de novembro de 2014

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE (Matthew Vaughn/2011)


Mutantes. Fácil entender os dilemas que os afligem, estabelecer um elo de empatia. Seres discriminados, temidos, isolados – qualquer semelhança com minorias não é mera coincidência. Embora fictícios, basta neles projetar inseguranças ou “marcas” da vida real que tudo se esclarece.

Primeira Classe lida com identidade social. O cuidado reservado a cada personagem potencializa a exploração do pano de fundo temático. O passado de culpa e medo alimenta a raiva de Erik Lensherr; dúvidas de autopercepção confundem a cabeça da jovem Raven Darkholme; a convicção idealista de Charles Xavier na aliança com pessoas não-evoluídas o coloca em rota de colisão contra o melhor amigo. Percebe-se que gente tridimensional e crível protagoniza o espetáculo.

Matthew Vaugh respeita as sólidas fibras a compor o enredo, preservando o coração do filme em meio a efeitos especiais e ação acachapante: a inteligência do conteúdo. Mais violento, sexy e intenso que os predecessores. [Info] ★★★★★

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