quinta-feira, 6 de novembro de 2014

VIDEODROME (David Cronenberg/1983)

Como no posterior A Mosca, o show de horrores propicia leituras que realçam sua longevidade para quem valoriza experiências contendo algo além de emoções instantâneas. O filme – visionário e atual – sugere que estamos nos entregando de corpo e alma a tecnologias veiculadoras de conteúdo audiovisual. A realidade substituída pela fantasia virtual, mentes suscetíveis à inoculação de uma programação mercenária, desumanizante. Em Videodrome, as consequências incluem deformação física (long live the new flesh!) e perda da autonomia. Nos primórdios dos anos 80, a televisão era o objeto da estocada. Hoje, há também a internet. [Info] ★★★★

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