domingo, 16 de novembro de 2014

THE DOORS (Oliver Stone/1991)


O roteiro vê em Jim Morrison um artista cuja fé na música enquanto canalizadora de ideias profundas faz com que ele se negue a tratá-la como um mero produto comercial. Sentia ojeriza por categorizações, padronizações, censura – se havia um molde, ele tratava de quebrá-lo. Um autêntico purista. Traumas pessoais, segredos do passado, fascinação autodestrutiva pela morte – além de bebedeiras e entorpecentes que “expandiam a mente” – inflamavam-lhe o talento. Céu e inferno alternavam-se subitamente no convívio, para alegria e desgosto da banda e da namorada.

Stone dirige essa jornada regada a excessos valendo-se de técnicas de iluminação variadas, efeitos especiais e um esquema editorial que acentua o frenesi em momentos convenientes. O estado mental de Morrison envelopa o público. O filme é energizante, espetacular. Somado à invencionice técnica e à exploração da existência desregrada do vocalista da banda, há Val Kilmer, provando ter sido digno de uma indicação ao Oscar duas décadas atrás. [Info] ★★★★

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