domingo, 30 de novembro de 2014

O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA (Peter Jackson/2012)


Chris Nolan à parte, nenhum diretor contemporâneo compreende o épico como Peter Jackson. “Monumental”, “colossal” e “grandioso” são alguns dos termos utilizados para qualificar à já seminal saga do Um Anel; acenando com outro trio de fantasias baseadas em Tolkien, Jackson dá continuidade ao próprio legado.

Percebe-se um déjà vu em certas deixas da partitura de Howard Shore e na trajetória impossível da câmera de Andrew Lesnie; foi-se também o fator surpresa na proficiência tecnológica. O contentamento brota da fidelidade à essência dos elementos que consagraram capítulos precedentes – a valorização de predicados humanos nobres em meio a uma arquetípica do bem contra o mal. Apesar dos personagens pertencerem a raças fictícias (hobbits, anões, elfos, magos), sua trajetória abrange a tomada de consciência de virtudes e defeitos intrínsecos a qualquer pessoa.

Uma leitura cínica equipararia o sumo do enredo a um superficial folhetim de autoajuda. O espectador receptivo à beleza audiovisual e à carga emocional de O Hobbit ficará agradecido, energizado por visões e sensações que perdurarão na memória. [Info] ★★★★★

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