domingo, 23 de novembro de 2014

NADA É PARA SEMPRE (Robert Redford/1992)


Neste plácido drama sobre dois irmãos, narrado em flashback, Redford capta a essência interiorana dos EUA nas primeiras décadas do século XX. A educação estrita, o respeito à religião, os atritos com os pais, as transgressões adolescentes, as descobertas da idade adulta, o primeiro amor, o lidar com as responsabilidades, o baque de tragédias – enfim, as alegrias e as decepções da existência. O rio que corta Montana serve de referência comum a unificar a memória dos personagens, transcendendo o papel de locação propícia à criação de planos deslumbrantes: suas eternas corredeiras estão ali para lembrar que, conforme reza o título brasileiro, nada é para sempre.

À semelhança de Gente Como a Gente, Redford prioriza a dinâmica familiar, detectando pontos nodais de tensão e harmonia entre os membros de um núcleo formado por elos parentais, filiais e fraternais. Caso haja alguma nota de falsidade em Nada É Para Sempre, ela passa batida. [Info] ★★★

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