quarta-feira, 19 de novembro de 2014

JÚLIO CÉSAR (Joseph L. Mankiewicz/1953)

"Uma produção que golpeia o espectador com violência e o atordoa com o tinir de palavras de metal", sentenciou Bosley Crowther, antigo crítico do The New York Times, em 1953. Justo: a complexidade dos diálogos shakespearianos torna a sessão um bocado exigente. O elenco imortaliza em celuloide figuras antológicas da dramaturgia ocidental, destacando-se John Gielgud, James Mason e o arrepiante discurso de Marlon Brando perante a plebe manipulável. O produtor John Houseman e o diretor Makiewicz dispensaram a exuberância cromática do Technicolor e o formato panorâmico - Júlio César pode ser definido como uma adaptação em que o poder verbal supera em importância o estrago causado por armas de combate. [Info] ★★★

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