sábado, 29 de novembro de 2014

FORREST GUMP – O CONTADOR DE HISTÓRIAS (Robert Zemeckis/1994)


O filme acompanha um simplório de QI abaixo da média (Tom Hanks) participando involuntariamente de episódios importantes da história norte-americana no decorrer da segunda metade do século XIX. Gump torna-se um famoso milionário. Evoca Muito Além do Jardim, embora troque a causticidade minimalista de Hal Ashby pelo sentimentalismo e grandiosidade, satirizando a cultura de celebridades nos EUA. Um palerma qualquer, na hora e no lugar certos, pode impressionar uma horda de deslumbrados por banalidades parecidas com algo significativo.

Os feitos de Gump são carentes de sentido e iniciativa própria. O roteirista Eric Roth traçou um painel crítico tanto da obsessão americana pela notoriedade instantânea obtida por gente comum quanto da frequência com que as massas se deixam enganar pelas aparências. Nesse sentido, a obra exibe presciência, lançada antes do estouro de reality shows que redefiniram a programação televisiva a partir da chegada do novo milênio.

O protagonista merece o respeito do espectador por nem ter ideia do que faz, mantendo-se puro, inocente, exercendo influências positivas sobre a perdida Jenny (Robin Wright) e o combalido Tenente Dan (Gary Sinise). Já os que interpretam prima facie suas trapalhadas “geniais” terminam vítimas da zombaria de um roteiro mais nuançado e, pasme, malicioso do que os detratores supõem. [Info] ★★★★

Um comentário:

  1. não gosto nenhum pouco desse filme e da forma como se apropria da história norte-americana, mas enfim...

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