segunda-feira, 17 de novembro de 2014

EXTERMÍNIO (Danny Boyle/2002)

A certa altura, o enfoque na selvageria instintiva dos infectados é redirecionado à crueldade proposital das pessoas saudáveis. Filosofa o perceptivo militar interpretado por Christopher Eccleston: This is what I’ve seen in the four weeks since infection. People killing people. Which is much what I saw in the four weeks before infection, and the four weeks before that, and before that, and as far back as I care to remember. People killing people. Which to my mind, puts us in a state of normality right now. Como discordar? Pausa-se o horror fictício para provar esse argumento, atando a trama a nuances incômodas da realidade.

Boyle emprega vídeo digital (descartando sofisticação fotográfica para captar o pós-apocalispe), edição enérgica e contrastes inquietantes (imagens desoladoras/música plácida) para conferir  textura à experiência, tornando-a mais substanciosa do que uma mera máquina de assustar. [Info] ★★★★

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