terça-feira, 25 de novembro de 2014

DIA DOS MORTOS (George Romero/1985)

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Romero parece não ser um entusiasta da Humanidade, supondo que, em vez de se unirem para combater uma situação apocalíptica, as pessoas não conseguiriam deixar as diferenças de lado, preferindo atacar umas às outras enquanto o inimigo as cerca.

A ironia – e toque de gênio – é introduzir um elemento inédito: um zumbi treinável. O cientista maluco por trás da ideia teoriza: inexistindo cura ou estratégia para destruir a horda de mortos-vivos, o ideal seria socializá-los, tornando-os próximos do que eram em vida.

Bub, o defunto boa-praça, (re)aprende algumas coisas, como usar barbeador, manusear um livro, empunhar uma pistola, apreciar música clássica, balbuciar palavras. Já os seus mestres que ainda respiram chegam a ser tão monstruosos que o espectador fica em dúvida do porquê de temerem a onipresença dos apáticos comedores de cérebro ao redor. [Info] ★★★

Um comentário:

  1. Apesar de ter sido produzido no auge de popularidade do gênero terror nos anos oitenta, o filme fracassou. Da trilogia original, considero este o mais fraco. O clássico "A Noite dos Mortos Vivos" e o "Despertar dos Mortos" são melhores.

    Os três novos filmes da série que Romero fez na década passada seguem um estilo mais comercial.

    Abraço

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