terça-feira, 4 de novembro de 2014

CONTRA O TEMPO (Duncan Jones/2011)


O cinema registra e proporciona momentos. Seria coincidência a raiz temática de Contra o Tempo brincar com a hipótese de podermos viver plenamente durante poucos minutos? A existência constrói-se a partir de altos e baixos que, por definição, são infrequentes, entremeados por longos trechos de normalidade.

Duncan Jones incentiva a plateia a pensar sobre isso enquanto conduz esta montanha-russa de expectativa e mistério, elevando a adrenalina com a melhor artimanha oferecida por uma FC inteligente – o despertar da imaginação por meio do fantástico, do desconhecido. Excitação por estar aproveitando um entretenimento imprevisível: sensação tão preciosa quanto rara, evocada por Jones em clara evolução após Lunar.

Falsos encerramentos formam uma barriga na parte final, arrefecendo um desfecho que poderia ser mais climático, e a redundante música açucarada despejada em cenas que dela não precisam amontam a poréns cujos estragos restam absorvidos pelo eletrizante tour de force do conjunto. [Info] ★★★★

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