sábado, 1 de novembro de 2014

CHICAGO (Rob Marshall/2002)


Almas egoístas, egocêntricas, capazes de tudo para permanecer sob os holofotes – eis os protagonistas de Chicago. A fama é o único pensamento a motivá-los. Amam a plateia porque ela os ama. Respeito à vida alheia, decência? Meros detalhes que, atrapalhando o caminho rumo ao estrelato, serão jogados a escanteio sem pestanejar.

Talvez ‘alma’ nem configure um termo adequado. Velma, Roxy e Billy definem-se de tal maneira pela gana em brilhar que se tornam peças unidimensionais do roteiro cortante de Bill Condon, determinado a expor o showbiz, a imprensa, os julgamentos, as execuções como exímio manipuladores de gente suscetível ao sensacionalismo.

O genial número em que a aspirante a estrelinha (e adúltera homicida) Roxy e o espalhafatoso advogado Billy controlam os jornalistas presentes no tribunal feito marionetes resume a índole faceira, impiedosa, do filme. [Info] ★★★★

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