terça-feira, 18 de novembro de 2014

10.000 a.C. (Roland Emmerich/2008)


Quando um filme abre espaço para o espectador divagar – pensando, por exemplo, “por que diabos estou perdendo tempo vendo esta m…” -, a conclusão é que o fracasso tem dupla natureza, enquanto arte e entretenimento.

Em 10,000 aC, a feiura visual, a precariedade das composições, o timing inadequado dos cortes, as atuações capengas, as piadas rasteiras, as emoções forçadas, o ridículo dos diálogos, a incapacidade de gerar tensão ou excitação incomodam, deixando qualquer um ciente de estar consumindo um produto ruim. Não é caso da magia se dissipar por um breve momento – ela nem começa a existir.

Emmerich deveria questionar o próprio comodismo, tentar se esmerar. Caso seja incapaz de escrever roteiros “profundos”, que ao menos os dirija exercendo um mínimo sentido de ritmo, beleza, cuidado. Deu certo em ID4 e O Patriota (escrito por Robert Rodat). [Info] ★

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