segunda-feira, 13 de outubro de 2014

UM ESTRANHO NO NINHO (Milos Forman/1975)

Anos atrás, moleque, curta vivência na bagagem, mínima sensibilidade para nuances da arte, tachei este clássico de superestimado. “Os pobrezinhos precisam de ajuda, de supervisão, medicação, rotina, pois sofrem de transtornos mentais…”, pensava. Será? Como sugere o rebelde-libertador McMurphy (Nicholson), alguém a andar livre pelas ruas pode ser tão insano quanto qualquer interno do manicômio. “A enfermeira Ratched apenas cumpria sua obrigação profissional”, argumentava. Pelo contrário, a megera personifica o sistema cujo autoritarismo ganha lastro na desculpa do dever e da ordem, aniquilando a individualidade com o intuito de submetê-la à conformidade.

Forman faz comédia com as patetadas do ninho de cucos, mas quando posiciona McMurphy e Ratched para bater cabeças, a tensão se acumula até explodir no desfecho catártico. [Info] ★★★★

Nenhum comentário:

Postar um comentário