sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SIMPLESMENTE ALICE (Woody Allen/1990)


Perder o fôlego com sequências vertiginosas de ação ou suspense prolongado – coisa rotineira. Sentir equivalente adrenalina graças à inventividade demonstrada por um diretor e uma atriz é incomum. Quem estiver a fim será tomado por uma alegria incontida ao desfrutar deste subestimado Simplesmente Alice.

Allen o considera uma versão cômico-fantasiosa de A Outra; se no papel o enredo soa tolo, na prática funciona magicamente: nunca Allen tratara o arranjo cênico com igual cuidado. Luzes, sombras, cores e enquadramentos (contribuídos por Carlo Di Palma) fazem jus a um Oscar. Mesmo não se tratando de uma produção de época, o desenho de sets e o guarda-roupas ombreiam a sofisticação encontrada em A Era do Rádio e Zelig.

E os temas? As ideias? Os insights? Eles devem ser descobertos e assimilados pelo espectador, por conta própria, potencializando o maravilhamento desta pérola ‘alleniana’, que só deixa a desejar pela indecisão na hora de terminar, estendendo-se um pouco além do desejável. [Info] ★★★★★

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