segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SARABAND (Ingmar Bergman/2003)

Pai (Erland Josephson) e filho (Börje Ahlstedt) – ambos homens velhos, cuja existência se resume a amargura, ressentimento, solidão e egoísmo – cultivam ódio mútuo, um à espera da queda do outro, competindo numa espécie de cadeia alimentar psicológica. O elo forte nessa autofagia familiar, a esperança de quebra da tradição de choque entre gerações, é a neta (Julia Dufvenius), violoncelista promissora acossada pelo genitor (incestuosamente?) obcecado.

Impiedoso “drama de câmara”, canto de cisne do mestre sueco, no qual a indiferença afetiva do ex-marido de Marianne (Liv Ullmann) é filtrada por seu olhar feminino sereno e vivido, fazendo com que passe a se conhecer melhor, como mãe inclusive. [Info] ★★★

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