sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O ÚLTIMO MESTRE DO AR (M. Night Shyamalan/2010)


Teriam vencedores da Framboesa de Ouro picos de beleza visual como o sacrifício de uma jovem que transfere sua vida a uma entidade espiritual pelo futuro do povo? O dito “pior longa do ano” ostentaria uma encenação elegante, prazerosa de se contemplar? Consistiria o suposto “fundo do poço” de um cineasta numa produção orientada ao quadrante infantojuvenil, abordando conceitos que as crianças precisam se esforçar para compreender – orfandade, espiritualidade, responsabilidade? Quais abacaxis complementam a parafernália tecnológica com ingredientes artísticos refinados – cenografia, fotografia, sonoplastia?

Sucessos irretocáveis, por outro lado, jamais padeceriam de fragilidades crassas a exemplo de timing falho no humor, diálogos redundantes ou insípidos, má escalação do elenco, performances desorientadas, exposição forçada dos alicerces básicos do universo diegético da obra.

Sopesando pós e contras, chega-se à conclusão de que O Último Mestre do Ar fica longe de extremos (péssimo/excelente), mesmo realizado por um talento capaz de alçar voos mais altos. [Info] ★★★

Nenhum comentário:

Postar um comentário