terça-feira, 7 de outubro de 2014

O SILÊNCIO DE LORNA (Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne/2008)


Lorna dispensa picos dramáticos pré-planejados, acumulando densidade a conta-gotas. Simular realismo é palavra de ordem para os Dardenne. Situações, reações, motivações soam críveis. A ausência de trilha musical acentua o sentido de autenticidade.

A dupla de autores belgas registra, sem resquícios de pieguice, o rearranjo moral de uma moça fria e oportunista à mercê de duas poderosas influências – da criminalidade e do amor. A narrativa seca, econômica, de tempo compassado, aborrecerá os impacientes, frustrando inclusive os literalistas por causa de elipses desconcertantes (um evento crucial nem sequer é mostrado, apenas casualmente referido).

Advertências à parte, trata-se de um programa recomendável aos amantes de um cinema “puro”, "verité", "documental". [Info] ★★★★

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