quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O HOMEM ELEFANTE (David Lynch/1980)

Descrito por alguns como ‘expressionista’ em visual e ‘surrealista’ em sensibilidade, O Homem Elefante constitui sólido argumento contra acusações de que Lynch privilegia bizarras distorções da psique humana em detrimento da humanidade. Criamos o provérbio “não julgue um livro pela capa”, que seguimos contrariando. Aparência, superfície é tudo. Dignidade: princípio absoluto quando convém em exercícios de retórica, relativo na prática. Consequências: injustiça e sofrimento atropelando o reconhecimento da beleza interior. Uma obra-prima triste, perceptiva, do autor de Veludo Azul. [Info] ★★★★★
“Tis true my form is something odd,
But blaming me is blaming God;
Could I create myself anew
I would not fail in pleasing you.
If I could reach from pole to pole
Or grasp the ocean with a span,
I would be measured by the soul;
The mind’s the standard of the man.”
- poema de Joseph Merrick, o Homem Elefante.

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