terça-feira, 21 de outubro de 2014

O FIO DA NAVALHA (Edmund Goulding/1946)

Tyrone Power assume o papel de um idealista “em busca de si mesmo” no pós-I Guerra, enquanto os EUA ascendiam à condição de potência econômica mundial. Ele dá de ombros à perspectiva de um trabalho estável, status ou fortuna. A noiva mimada (Gene Tierney) se importa com tudo aquilo. Ele viaja o mundo. Ela se casa com outro por conveniência, sem esquecer da sua verdadeira paixão. Somente a partir daí a trama engrena.

A produção é luxuosa, a fotografia bonita. Goulding coreografa bem os atores. Aos 147 minutos de duração, porém, O Fio da Navalha carece de fluência. Comentários em off soam artificiais; o personagem de Power entedia. Quem assistir poderá sentir-se recompensado pelas performances de Tierney e da oscarizada Anne Baxter (uma das alcoólatras mais vitimizadas do cinema). [Info] ★★★

Nenhum comentário:

Postar um comentário