domingo, 12 de outubro de 2014

O EXORCISTA (William Friedkin/1973)

Religiosos carregam uma bagagem que os permite identificar e interpretar simbolismos específicos no oceano de profanidades no qual a parceria bendita firmada entre William Peter Blatty (roteiro) e Friedkin (direção) mergulha o público. Quem não comunga dessa fé sentirá a peçonha do espetáculo sem perdas significativas – nada impede a apreciação da ousadia descritiva, quase pornográfica, dos flagelos sofridos pela pré-adolescente tomada por um demônio, além da atmosfera sufocante conjurada em sets apertados.

Ainda possante, apesar de uma ou outra trucagem datada, O Exorcista vem de uma época na qual oferendas de horror transgrediam incutindo medo de verdade, negando piedade a quem paga para tremer no escurinho do cinema. [Info][Versão de 2001] ★★★★

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