quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MISSÃO: MARTE (Brian De Palma/2000)


Detratores lamentam a ausência de cinismo; interesso-me por personagens que não escondem os sentimentos, unidos via laços de amor e amizade. Citam rombos de lógica; parece-me incoerente exigir verossimilhança de Missão: Marte em particular, enquanto outras de absurdismo equivalente recebem o cartão verde. Rotulam a música de feia; Morricone a faz soar rarefeita e minimalista, caindo como uma luva para a vastidão do espaço sideral. Os malabarismos da câmera de De Palma continuam virtuosos, exercitando sua veia para o suspense agora no vácuo. Por fim, o tornado “vivo” de areia marciana é um pedaço de antologia sci-fi.

Palavras do diretor: If you talk to these astronauts, and we spent a lot of time with them – I mean, it’s “the last frontier.” And it’s completely devoid of the hellish corruption that I represent in a lot of my movies. So it’s a kind of beautiful thing, and a departure for me. It gets weary to be so cynical all the time. And this is one area where you don’t find cynicism. [Info] ★★★

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