terça-feira, 21 de outubro de 2014

MACBETH (Roman Polanski/1971)


Uma máquina do tempo. Transporta-nos a tempos que nunca presenciamos, graças à preferência de Polanski pela estética de aparência ‘realista’. Décors escuros, gastos, sujos, em oposição ao verniz cenográfico lustroso aplicado à maioria das reconstituições de época. A fotografia aposta na constante interação entre claros e escuros; a iluminação, cujas fontes artificiais escapam à vista leiga, exerce vital importância no estabelecimento da atmosfera pesada, sombria.

O elenco enuncia o palavrório shakespeariano com naturalidade, dando-lhe uma sonoridade menos metálica do que Hamlet (Branagh) ou Júlio César (Mankiewicz). Um porém: Lady Macbeth exigia uma intérprete de presença, requisito não preenchido por Francesca Annis. Vem à cabeça Laura Linney, que tirou de letra uma variante moderna do papel em Sobre Meninos e Lobos. [Info] ★★★★★

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