sexta-feira, 10 de outubro de 2014

JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS (François Truffaut/1962)


Como flashes de uma idílica existência no paraíso, as imagens em scope preto-e-branco fluem leves e esplendorosas, projetando a alegria de viver com liberdade, amor, amizade, cumplicidade, entendimento.

O olhar de Truffaut poderia ter enveredado pela rota da análise pessimista de feitios inerentes à espécie humana. Acontece que o francês não era zombeteiro feito Buñuel, nem cético à moda de Kubrick, sim, um devoto do melhor que podemos nutrir uns pelos outros, poeta que declama em celuloide o encanto com a própria existência. Ingenuidade, idealismo? Não… Serenidade.

Animado pela jovialidade de mente aberta, Truffaut transcende a leitura básica do material (triângulo amoroso trágico) para celebrar sentimentos conflitantes, encorajando-nos a ser com plenitude enquanto há tempo. [Info] ★★★★★

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