domingo, 12 de outubro de 2014

HALLOWEEN – A NOITE DO TERROR (John Carpenter/1978)


Consideraria o público contemporâneo o estilo de Carpenter anacrônico, haja vista o manancial de remakes turbinados por planos de duração infinitesimal, música pesada e sustinhos passageiros? Tomara que não.

A construção do suspense faz jus à qualificação dada por Roger Ebert – “impiedosa”. Carpenter enquadra com olho clínico no formato widescreen; as composições aproveitam a profundidade das imagens, cantos vazios e pontos cegos de escuridão para posicionar a ameaça mascarada de Michael Myers. O subúrbio jamais fora apresentado com tamanha claustrofobia e ar de insegurança. O silêncio é prezado, exceto quando interrompido pela trilha minimalista, inquietante. O fiapo de enredo oferece um coquetel de psicopatia e sexualidade deformada, mas quem dá as cartas são a cadência e a atmosfera. [Info] ★★★★

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