segunda-feira, 27 de outubro de 2014

GODZILLA (Roland Emmerich/1998)


Emmerich foi escolhido pela Sony para gerenciar uma máquina de fazer dinheiro travestida de espetáculo, uma peça de merchandising em forma de película. Entregou ao estúdio e público uma comédia involuntária.

Falha na tentativa de acumular mistério até o aparecimento da criatura. Salta de uma localidade para outra, introduzindo personagens atropeladamente, impelido por uma obrigação automática em vez de atender as demandas do enredo. Impossível sentir maravilhamento, ao contrário da recente versão de Gareth Edwards.

Gojira revelado, o caos impera sobre Manhattan. As coisas melhoram, não a ponto de salvar o engodo. A gentinha que popula o filme varia entre o estúpido e o caricato. Prefeito Ebert? Repórter mulherengo? Militares inúteis? O único a merecer o mínimo investimento emocional é o monstrengo – aberração surgida da imprudência humana, busca refúgio apropriado à desova, à semelhança de um animal qualquer.

A insistência no humor infantiloide desvirtua o impacto da ação. Ninguém sensato exigiria seriedade fúnebre num programa inócuo ao molde deste remake, mas o desconfiômetro de Emmerich e cia. estava pifado. Crianças e pré-adolescentes agradecem. [Info] ★★

Um comentário:

  1. Talvez um dos maiores problemas é o filme se chamar 'Godzilla'. Se fosse mais um filme sobre um monstro invadindo a cidade, ok. Mas o título 'Godzilla' implica em fazer algo que já possui todo uma história, e que não foi nem um pouco respeitada nesse filme.

    http://filme-do-dia.blogspot.com.br/

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