sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DUNA (David Lynch/1984)


Numa dimensão paralela, artistas de imaginário extravagante como Lynch fruiriam de liberdade criativa para gestar arrasa-quarteirões multimilionários – cuja qualidade, é preferível crer, deixaria de ser pautada pelo mínimo denominador comum, cedendo espaço à espontaneidade autoral. Por óbvio, a realidade pulveriza elucubrações utópicas. Lynch tampouco é infalível: encarregado de adaptar a volumosa saga literária homônima, errou ao dosar mal a quantidade de informações socadas no roteiro, que resultou truncado. Inspirado na cadeira de diretor, põe em uso o dom de prestidigitador de imagens oníricas, perturbadoras, fantásticas. Um épico sci-fi errático e, contra todas as probabilidades, curioso. [Info] [Corte original de cinema] ★★★

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