quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DANÇANDO NO ESCURO (Lars von Trier/2000)


Tomando como paradigma a avaliação da mãe-mártir Selma (Björk) sobre musicais – “neles, nada horrível acontece” -, este vencedor da Palma de Ouro não pertence ao gênero. Encaixa-se na antítese de tal descrição, pois só coisas ruins aguardam o destino da protagonista. Esteticamente, Dançando no Escuro radicaliza a artificialidade comum a grande parte das fitas dançadas e cantadas: Trier gravou-a em vídeo digital, de baixa definição, com paisagens dinamarquesas e suecas dublando áreas rurais dos EUA.

As teses do diretor: um musical pode concentrar um mar de tragédias, sua estrela é capaz de descobrir o que importa para ela (no caso, “sempre escutar seu próprio coração”) e, claro, a terra do Tio Sam não passa de uma vila de cães. Um experimento conceitual munido de uma devastadora potência dramática. [Info] ★★★★★

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