quinta-feira, 30 de outubro de 2014

BEM-AMADA (Jonathan Demme/1998)


Qual outra megaprodução concebida para o circuito comercial amplo (orçamento de 80 milhões) escancarou as chagas da escravidão negreira nos Estados Unidos de maneira tão contundente? Sensivelmente interpretado e dirigido, extenso, repleto de imagens perturbadoras, Bem-Amada naufragou nas bilheterias por representar um desafio às plateias à espera de um entretenimento palatável da apresentadora-celebridade Oprah Winfrey.

Esta ghost story difere de empreitadas de temática conexa (Amistad, 12 Anos de Escravidão) em virtude do amálgama entre o pano de fundo histórico e as inclinações sobrenaturais do enredo. No lugar de sustos ou calafrios, Demme busca uma tristeza profunda.

Beloved (Thandie Newton) ressurge dos mortos personificando o sacrifício altruísta da mãe, Sethe (Winfrey), que no passado cometera um ato extremo na esperança de livrar a prole do mesmo destino a ela reservado – um legado distorcido, irracional e monstruoso das barbaridades motivadas pela servidão subumana. [Info] ★★★★

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