quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ALIEN: A RESSURREIÇÃO (Jean-Pierre Jeunet/1997)


[Spoiler] Na cena de maior carga dramática da quadrilogia, aprendemos que o pior monstro do universo não é o xenomorph. O posto duvidoso cabe a nós, humanos. A clone nº8 da falecida Tenente Ellen Ripley encontra sete tentativas abortadas dos cientistas da Companhia Weyland-Yutani de ressuscitá-la (visando à obtenção da rainha alien que gestava em Alien³). As cópias não passam de grotescas deformidades. Uma delas, com o semblante de Sigourney Weaver, agonizando, implora que a sacrifiquem.

Pobre Ripley. Perdeu a filha na Terra, depois Newt, Hicks e Clemens; cometeu suicídio em prol da humanidade por carregar o embrião da nêmesis no ventre; o clone, de constituição genética híbrida, apesar de torturado por dentro, acaba matando o próprio “descendente” indireto. Qual heroína do cinema sofreu tanto, mesmo após a morte?

Desde O Oitavo Passageiro, o empenho da Companhia em pôr as mãos num espécime da besta estelar, pretendendo instrumentalizá-la como armamento biológico, já insinuava que, enquanto os xenomorph consistiam na ameaça direta aos protagonistas, o real vilão assumia caráter imaterial: a frieza, a ambição e a imprudência de uma corporação sem face voltada ao lucro e poder. [Info] ★★★★

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