quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO (Ridley Scott/1979)


Dan O’Bannon (roteirista), H.R. Giger (designer) e Ridley Scott (diretor) se eternizaram no panteão dos deuses da FC por terem feito jus a ambos os termos: “ficção” e “ciência”. Fascinante o detalhismo perceptível em cenários e criaturas, cujo poder de sugestão fornece tanto sentido e pano de fundo quanto o enredo, assumidamente espartano. O xenomorph é uma besta sem face, palpável como o tubarão branco de Spielberg, apesar da procedência fantasiosa. O grotesco ciclo de vida do predador do espaço sideral – ovo, facehugger, chestburster, adulto – pavimentou o caminho para três continuações de qualidade variável e uma prequel expansora desse universo futurista.

À ambientação opressiva, escura, claustrofóbica se funde a conotação sexual, leitura amparada nos caracteres genitais incrustados na arte biomecânica de Giger. Sob a estrutura de um exercício à primeira vista rotineiro de suspense comercial, a Tenente Ripley (Sigourney Weaver) come o pão que o diabo amassou num pesadelo feminista sobre a obliteração do perseguidor moldado em contornos fálicos. [Info][Top 10] ★★★★★

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