segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A.I. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (Steven Spielberg/2001)


[Spoiler] No futuro, casais só podem ter filhos mediante licença governamental. A limitação à necessidade de procriar abre um nicho de mercado: fabricantes de robôs lucram às custas do vazio a entristecer o coração de mães e pais com afeto para dar, porém de ninho vazio. Seria um androide à imagem e semelhança de uma criança, capaz de simular amor incondicional, a solução? Os consumidores conseguiriam retribuir? Qual a responsabilidade em face de brinquedinhos sencientes? 

Spielberg, herdeiro do projeto após o falecimento precoce de Kubrick, oferece uma aventura existencialista abordando anseio filial. O desfecho reitera a envergadura temática do roteiro quando, num flash forward de dois milênios, obtidas por máquinas hiper-avançadas (cujas formas esguias evocam os aliens de Contatos Imediatos), únicos a escapar de era do gelo que dizimou a população mundial, as memórias de David contêm o último lembrete dos ‘pais’, deuses da vida artificial: a humanidade. [Info] ★★★★★

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