domingo, 5 de outubro de 2014

A VIDA DE EMILE ZOLA (William Dieterle/1937)


Se há males que vêm para bem, o caso Dreyfus serve de ilustração histórica.

A princípio, era uma panela de pressão onde se cozinhou traição, antissemitismo (não mencionado no filme), mentira em prol da manutenção da imagem pública de uma classe (os militares) e parcialidade da Justiça francesa. O imbróglio transformou-se em desforra de consciência humanista quando o escritor Émile Zola (Paul Muni) saiu em defesa do coronel inocente (Joseph Schildkraut), condenado pelos colegas a apodrecer numa prisão do outro lado do Atlântico.

Esta cinebiografia tutorada por Dieterle começa esquemática, com falas pobres, sugerindo que as ideias vinham ao autor feito passes de mágica. Quando o julgamento assume a dianteira no lugar da crônica de vida canhestra, Emile Zola decola. [Info] ★★★

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