domingo, 12 de outubro de 2014

A LUZ É PARA TODOS (Elia Kazan/1947)


EUA, pós-guerra. Jornalista tenta encontrar um ‘ângulo’ para redigir matéria sobre antissemitismo. Solução: fingir-se judeu, experimentar na carne as dores do preconceito e da intolerância. Numa época em que ainda se desconhecia uma estrela negra em Hollywood, passados oito anos do não-convite de Hattie McDaniel à première de E o Vento Levou em Atlanta, a indústria cinematográfica entendeu conveniente um desencargo liberal de consciência – um tapinha nas próprias costas – por meio da feitura de um drama-denúncia.

Audacioso e provocativo aos olhos das plateias em 1947, o vencedor do Oscar acumulou um empoeirado verniz de documento histórico. As escancaradas lições de moral saídas da boca julgadora e solene de Peck, acompanhadas por edificantes discursos anti-intolerância, sem esquecer o obrigatório conflito amoroso, não invalidam as intenções nobres, embora o impacto tenha esmorecido. [Info] ★★★

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