quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RAN (Akira Kurosawa/1985)

Abre-se a “caixa de Pandora” quando um idoso senhor feudal, movido por um ingênuo anseio de tranquilidade no outono da existência, abdica do trono em favor dos três filhos, entre os quais divide seu reino, após décadas de guerra ininterrupta e conquistas sangrentas. A discórdia brota da ambição por poder, instalando-se de imediato no seio familiar. Homem, corruptível ou propenso ao caos? Sangue do mesmo sangue esvai-se em cascatas nas planícies do Japão medieval. À tragédia Kurosawa imbui ecos shakespearianos (trata-se de uma adaptação livre de Rei Lear), e ao escopo formal, uma qualidade épica pesarosa. [Info] ★★★★★

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