sábado, 20 de setembro de 2014

PRESSÁGIO (Alex Proyas/2009)


Dissecado com o devido escrutínio, o enredo – voltado ao debate sobre a regência do Universo pelo determinismo ou pela aleatoriedade – carece de sentido. Pouco importa. A precisão do visionário criador de Cidade das Sombras manipula expectativas, sujeitando-nos a visões aterrorizantes de catástrofes profetizadas, que eclodem de maneira inesperada.

Entre cada destruição persiste uma atmosfera de inevitabilidade, enigma e ameaça. Em nenhuma parte o filme vê seu fôlego esmorecer. Clichês flagrantes como a interação complicada entre um pai viúvo (Nicolas Cage) e o filho precoce não afetam o conjunto por causa do texto, bem lapidado para os padrões do gênero. 

Presságio alcança estados sublimes de imagens sci-fi no desfecho, consolidando Proyas como um midas desde que se lançou no mercado em meados da década retrasada. [Info] ★★★★★

3 comentários:

  1. Gostei de "Presságio", Gustavo, embora não tanto quanto você. A leitura de sua crítica me deu vontade de rever...

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    1. Quase ninguém gosta desse filme, ao menos não na mesma intensidade que eu. A única exceção é o falecido Roger Ebert.

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  2. Pois você está em excelente companhia!

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