quarta-feira, 17 de setembro de 2014

POSSUÍDOS (William Friedkin/2006)


Retrato desolador, sem filtragens populistas, da solidão, paranoia, histeria e loucura. Love story demente abastecida pela síndrome psiquiátria folie à deux. Friedkin arremessa o público em meio à degenerescência irreversível de uma mente fragilizada (Ashley Judd), contaminada por outra já doente (Michael Shannon). 

Se, enquanto “arte fílmica”, apresenta atributos que denotam integridade, o mesmo não se pode dizer da experiência que proporciona. É ingrata, de um desconforto ímpar, sufocante – em razão de evitar clichês que aliviariam a barra do pagante. Uma faca de dois gumes. A ideia de revisitá-lo, por outro lado, é animadora. 

Caso lessem este comentário, os realizadores poderiam tomá-lo por um elogio. [Info] ★★★

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