quarta-feira, 24 de setembro de 2014

PERSONA (Ingmar Bergman/1966)

Deixar de compreender a totalidade do discurso vanguardista de Bergman em Persona não impede a apreciação da audácia estética do filme ou do seu perfil enigmático. O processo de fragmentação - seguida de amalgamação - mental da personalidade/identidade das protagonistas é surreal, fantasmagórico. Artesão da luz e das sombras, Sven Nykvist topografa cada nuance dos rostos de Liv Ullmann e Bibi Andersson em close-ups desconcertantes. O preto e branco transmite a aura e a ilogicidade de um sonho perturbador. [Info] ★★★★

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