segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PÂNICO (Wes Craven/1996)


A esperteza do texto autoparódico, aliada ao carismático elenco jovial, destaca este slasher das derivações classe Z e continuações genéricas que infestam os multiplexes desde sua estreia. Como o serial killer que retalha o ventre das vítimas com uma lâmina afiada, Pânico, versado nas convenções estabelecidas há pelo menos quatro décadas por antecessores no gênero, as eviscera e expõe ao público enquanto as emprega com eficácia revitalizada.

O mote é banal: adolescentes de hormônios à flor da pele, estripados por um sujeito trajando fantasia descolada – a Morte, com uma máscara que alude a O Grito, de Munch. Descompromissado, Craven deu à luz um verdadeiro cult moderno que manteve seu frescor após incitar a proliferação de imitações de mediocridade variável. [Info] ★★★★

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