terça-feira, 23 de setembro de 2014

O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA (Fred Zinnemann/1966)


Zinnemann adotou um academicismo beirando o teatral para formatar esta biografia de uma figura admirável, Santo Thomas More (Paul Scofield, sereno e implacável).

Chanceler católico, pautava-se por firmes convicções morais. Defendia a justiça armado com uma retórica argumentativa sólida. Sua integridade moral, nobreza de espírito e racionalidade não foram páreas à coerção de Henrique VIII (Robert Shaw, mastigando cenários), em busca da anuência pública de More, que desaprovava o divórcio pretendido pelo monarca, verdadeira afronta aos princípios da Igreja.

Crença, consciência - em última instância, alma - prostituídas em nome de caprichos absolutistas do Rei? Opção inviável para More. Pagou com a vida publicamente pela insubordinação. Jamais fora dobrado em seu íntimo. Vitória. [Info] ★★★★

2 comentários:

  1. Que homem de fibra! Uma bela historia muito bem contada por Alfred Zinnemann.

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