terça-feira, 23 de setembro de 2014

MORANGOS SILVESTRES (Ingmar Bergman/1957)

Um brocardo popular entrelaça moral e destino: “cada um planta o que colhe”. Alguém frio e arrogante se decepcionará caso espere fruir de uma velhice acolhedora no que concerne à reciprocidade de terceiros. O medo de estar face a face com a morte, solitário, serve de catalisador para uma jornada (literal, pois a formatação narrativa remonta a um road movie) movida a recordações amargas ou alegres, contemplações existenciais e aparo de arestas nas relações com os mãe, filho e esposa. É sobre esse turbilhão íntimo que Bergman – reflexivo, porém menos rígido do que de costume – se debruça numa obra incomumente terna, otimista. [Info] ★★★

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