domingo, 28 de setembro de 2014

IRIS (Richard Eyre/2001)

Eyre abre o filme com água. Idílicas tomadas submarinas de Kate Winslet nadando alegremente, encharcadas pela música genérica, enjoativa de James Horner. Premonitório - o toque brando do diretor dilui a espessura dramática do material. Feito embaraçoso, afinal Iris Murdoch era eloquente, vivaz, liberal – consumida, no outono da vida, pelo Mal de Alzheimer, que a privou de seu dom (a capacidade de organizar pensamentos para se expressar pela escrita). A despeito das boas intenções, o storytelling convencional é morno a ponto de não ser elevado pelas interpretações, o que causa espanto, dado o naipe do elenco britânico. [Info] ★★

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