segunda-feira, 15 de setembro de 2014

HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO (Guillermo del Toro/2008)


Endiabrado, sem perder a ternura. Embora concebido para uma plateia jovem e casual se comparado a O Labirinto do Fauno, Hellboy II permite a Del Toro flexionar alguns dos mesmos músculos trabalhados no conto de fadas mexicano, tirando o fôlego com doses cavalares de inspiração visual enquanto revela um coração insuspeito para uma adaptação pop de HQs estrelada por monstros e demônios.

Em meio a embates colossais envolvendo criaturas extravagantes, os personagens – em sua maioria inumanos – travam conflitos íntimos nos campos amoroso e social.

O elenco – caracterizado por maquiadores dignos de um Oscar –  imprime veracidade aos sentimentos de suas contrapartes na tela. Tanto heróis quanto antagonistas têm motivações com as quais é possível se identificar. Cenas dominadas por efeitos especiais pontuam a narrativa, sem chegar ao cúmulo de consistirem no motivo exclusivo da existência do projeto.

Del Toro e o criador da graphic novel Mike Mignola introduzem, entre uma pancada e outra, passageiras observações envolvendo a incompreensão hostil diante do ‘outro’, do diferente, seguindo a tendência da franquia X-Men. Quando a voz de Barry Manilow inunda a sala escura, entoando Can’t Smile Without You, bate a perplexidade, logo transformada em admiração. [Info] ★★★

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