sábado, 20 de setembro de 2014

AVATAR (James Cameron/2009)


Quando o fuzileiro naval paraplégico Jake Sully abre os olhos pela primeira vez na pele de seu ágil avatar de feições felinas, percebe haver reconquistado a mobilidade tolhida pela guerra. Para Sully, o cotidiano suportado com o corpo paralisado lembra um sonho ruim, ao passo que as aventuras/missões no ambiente hostil de Pandora com o corpanzil alienígena, uma realidade arriscada – e liberadora. Não demora a cair de amores pela floresta, pelos Na’vi, por Neytiri.

Também dignos de consideração: o vasto ecossistema da lua e, sobretudo, o respeito do povo Omaticaya pelo ambiente que os cerca. “Eu vejo você”, dizem, inclusive para a caça abatida, significando que a sentem, compreendem. A espiritualidade à base de empatia nutrida pelos azuis provém dos estreitos laços mantidos com a natureza. Raízes das árvores comunicam entre si, memórias dos falecidos perduram impressas numa vegetação luminosa, espécies diversas se conectar física e mentalmente, a energia sempre flui, tudo é interligado.

A ‘mensagem’ ambientalista de Cameron reverbera com maior potência do que a transparente metáfora sobre a política externa norte-americana no Oriente Médio (unobtanium = petróleo, e.t. = estrangeiros etc). [Info] ★★★

2 comentários:

  1. "Avatar" foi o único filme que fez valer a pena usar o óculos de 3D. Achei as imagens de uma beleza delirante e mergulhei completamente no planeta Pandora. Relendo o que escrevi na época, me chamou a atenção a circunstância de um veterano de guerra paraplégico não ter direito a uma cirurgia para lhe devolver os movimentos. James Cameron caprichou ao desenhar a crueldade dessa sociedade "imaginária" do futuro.

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    1. Stella, até hoje não vi um filme sequer em 3D! Mal posso imaginar como deve ter sido espetacular ver 'Avatar' do jeito que Cameron pretendeu...

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