terça-feira, 16 de setembro de 2014

ARQUIVO X: EU QUERO ACREDITAR (Chris Carter/2008)

Curto e grosso, os porquês do descontentamento: a premissa atiça a curiosidade, com uma largada envolta em mistério, até começar a andar em círculos na metade da projeção, desembocando numa anticlimática historinha de detetive envolvendo mercado negro de órgãos humanos, posicionando russos como vilões. Defensores de Eu Quero Acreditar argumentariam que o seriado era calcado em casos ‘pé-no-chão’, investigativos, nem sempre dependentes de conspirações governamentais ou mistérios alienígenas.

Ocorre que o pagante que abre a carteira na esperança de prestigiar um evento derivado de uma marca de tamanha notoriedade não se contentaria com isso. Nada arranca um ‘oh!’ de espanto, nenhuma revelação faz acelerar o coração, raros momentos dramáticos passam autenticidade. Enfim, se pouco remete às raízes do sucesso obtido pela fonte, o que justifica ressuscitar nomes queridos para estrelar um episódio esticado indigno da sua presença?

Camp involuntário, cujo fator de salvação é o ex-padre pedófilo encarnado por Billy Connolly. [Info] ★★

Um comentário:

  1. Não achei o filme tão ruim, mas concordo que é basicamente um episódio de longa duração.

    Para os fãs valeu matar a saudade da série.

    Abraço

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