quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (Woody Allen/1985)


Declaração de amor doce-amarga à Sétima Arte, transbordante de originalidade. Eleva o espectador a um maravilhoso estado de espírito, embalando-o num apaixonante sonho do qual não deseja acordar.

Allen nos convida a acompanhar o deslocamento existencial de Cecilia (Mia Farrow). A garçonete se enfurna no cineminha local, consumindo magia prefabricada e nela investindo emoções como válvula de escape da melancolia a definir seu cotidiano cinzento (na era da Depressão), manobra talvez inconsciente para preencher o vazio deixado pela carência afetiva (a moça é casada com um brutamontes).

Ao término de 82 minutos de surpresas e encantamento, o público terá descoberto uma subestimada obra-prima ‘alleniana’. [Info][Top 20] ★★★★★

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