quinta-feira, 18 de setembro de 2014

2012 (Roland Emmerich/2009)


Emmerich, saco de pancadas da crítica. O tratamento reservado ao entertainer alemão era demasiado impiedoso até O Patriota. A partir do morno O Dia Depois de Amanhã, passando pelo hilariante 10.000 aC, culminando agora com 2012, os detratores riem por último.

Fragmentos dignos de nota: a interação familiar à distância entre Chiwetel Ejiofor e o pai, a loucura hippie de Woody Harrelson, a ênfase na solidariedade em meio ao caos, a África eleita como porto seguro para o reinício da civilização. Entretanto, requisitar que se desligue o cérebro como desculpa para aproveitar o festival de tolices importa numa saída fácil para o pagante e os realizadores: qualidade pode rimar com entretenimento.

Sustentado por um roteiro simplório, Emmerich amontoa visões apocalípticas portentosas esquecendo-se de dar liga entre elas. Falta tensão, sobram múltiplos clímaxes de potência diluída. Piadinhas e diálogos nivelados por baixo à semelhança de Godzilla. Nem os aprumados enquadramentos de câmera observáveis em O Patriota e ID4 marcam presença. Com o perdão do trocadilho batido como os clichês da fita, um desastre. [Info] ★

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